SEO 2020: mitos e tendências

SEO 2020: mitos e tendências

Entenda o que mudou na forma de fazer SEO e saiba porque as otimizações para mecanismos de pesquisa são, cada vez mais, uma atividade estratégica fundamental no marketing.

– Por Sandreli Wagner, analista de SEO na i-Cherry

 

O Google é praticamente um jovem adulto com idade para beber e dirigir. E, ainda que SEO não tenha uma certidão de nascimento que comprove seu signo, lua e ascendente, sabemos que as otimizações vieram logo em seguida, entre 1997 e 1998.

Aliás, Alexandre Kavinski, fundador da i-Cherry, está aqui para provar: ele foi a primeira pessoa a desbravar o SEO aqui no Brasil.

Todo esse bê-a-bá serve para lembrar que SEO surgiu antes da virada do milênio e que já passou da hora de reconhecermos sua importância. Afinal, se pegamos carona com desconhecidos através de aplicativos, compramos moedas virtuais, protegemos nossos celulares com reconhecimento facial e assistimos filmes e séries sem precisar baixar nada, por que ainda existem tantos pré-conceitos a respeito de uma disciplina com tanto potencial?

A ideia de que SEO é uma competência muito complexa e que não deve ser priorizada nos orçamentos de marketing é acompanhada de uma série de mitos. Entre eles:

Mito nº 1
SEO é uma disciplina técnica, difícil de compreender e qualquer outra aplicação diferente disso é perda de tempo.

Mito nº 2
Otimizações são feitas unicamente de palavras-chave: Vamos criar uma página nova? Palavras-chave! Vamos escrever um texto? Palavras-chave! Vamos plan…palavras-chave!

Mito nº 3:
Existe uma receita de bolo para otimização de textos e a aplicação dessas regrinhas faz milagres no tráfego orgânico: palavras-chave no título, alguns links no conteúdo, heading tags e pronto. Mágica!

Tudo isso poderia até ser verdade se o Google tivesse estacionado seu mecanismo nos anos 2.000, o que certamente não aconteceu, já que estamos falando da 2ª empresa mais valiosa do mundo (US$ 159,7 bi).

Mas, então, no que devemos acreditar?

A realidade do SEO em 2020

Primeiro, precisamos olhar para o mecanismo de pesquisa mais famoso do mundo e enxergar o que ele realmente representa: uma marca bilionária que se apoia na experiência do usuário para continuar crescendo.

A evolução da tecnologia significa para o Google a oportunidade de continuar oferecendo resultados cada vez mais qualificados, utilizando como fonte de dados o comportamento do próprio usuário graças ao aprendizado de máquina e à inteligência artificial  – o que obriga a disciplina de SEO a ser cada vez mais estratégica e inteligente, abandonando velhos conceitos e orientações padronizadas.

Todas essas transformações também podem ser observadas na própria SERP (página de resultados de busca). Há alguns anos, ao fazer uma pesquisa, tínhamos como resposta links, imagens e, no máximo, alguns vídeos. Hoje, cada busca ativa diferentes funcionalidades, variando de acordo com a intenção do usuário. Por exemplo:

Preços de passagens aéreas

 

Perguntas frequentes

Cards de resposta com números atualizados e outras dúvidas relacionadas ao tema

 

Curadoria de notícias sobre Coronavirus

 

E como nos adaptamos a este cenário?

Infelizmente, não existe receita de bolo.

As marcas precisam conhecer o comportamento de busca dos consumidores em todas as etapas do funil de marketing para oferecer informação estratégica nos momentos certos, somando tendências às novas configurações da SERP e às mudanças no algoritmo.

A matemática é mais ou menos assim:

 

O que o usuário quer encontrar?

O que os concorrentes estão entregando?

+ Como o Google apresenta as informações?
_________________________________________
Estratégia de SEO

 

A partir desta soma surgem, ainda, outros questionamentos:

  • Qual é o melhor formato para apresentar a informação? (posts no blog, lps, páginas de produto, faqs e por aí vai!);
  • Quais informações serão destacadas pelo Google? E o que é necessário para estar nesta posição?
  • Como utilizar as atualizações do Google a favor da marca sem prejudicar os indicadores essenciais para a conversão? – da presença de marca ao número de cliques e sessões orgânicas.

 

A boa notícia é que algumas dessas atualizações podem valorizar ainda mais o conteúdo produzido pelas marcas.  A má notícia é que não brigamos mais apenas pelas 10 primeiras posições do Google. Além disso, a competição fica cada vez maior, já que concorremos pela atenção do usuário com o próprio Google, que insiste em ser o primeiro a entregar a informação.

E, ainda que a aplicação isolada das boas práticas de SEO continuem rendendo frutos, a análise de tendências e as otimizações estratégicas têm um potencial ainda maior e podem acelerar os resultados orgânicos.

E você, já sentiu a mudança?

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